The_Wealth_of_the_Nation,_Seymour_Fogel

O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, apresentou nova retração, conforme esperávamos. Em fev/16, o indicador recuou 0,29%, na comparação mensal com ajustes sazonais, após contração de 0,68% em jan/16, sendo a décima quarta retração neste modo de comparação. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou forte retração de 4,54%, também abrandando a queda em relação ao mês anterior.

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A queda veio marginalmente melhor que o esperado, visto que a mediana das projeções do mercado apontavam para recuo de 0,5% na passagem do mês (ajustado sazonalmente) e -5,0% na variação interanual. Em relação a projeção da Parallaxis (-0,34% m/m e -5,24%) a queda foi muito próxima da antecipada pelos nossos cálculos.

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Em 12 meses encerrados em fev/16, o indicador acumulou queda de 4,63%, ficando praticamente no mesmo nível do mês anterior, de 4,64%. Ao longo desse semestre, esperamos que a atividade continue retraindo, porém num ritmo cada vez menos intenso, especialmente abrandando a queda no último trimestre deste ano.

Em tempo, os dados divulgados reforçam nosso cenário e projeções com relação ao PIB fechado de 2016. A contração em 2016 deverá ficar entre -3,4% e -3,7%. Nossa projeção central é de -3,5%. A crise política continuará impactando o campo econômico, ao menos até meados do segundo semestre deste ano, deprimindo a expectativa dos empresários.

O panorama para a economia brasileira continua pernicioso e recessivo para esse ano, especialmente devido a retração brutal da FBCF. Conforme temos destacado, a demanda doméstica perdeu seu dinamismo a muito tempo e a crise política tem desnorteado ainda mais os agentes econômicos. É fato que os empresários não vislumbram num futuro próximo, qualquer aumento de demanda que compense realizar investimentos e não realizarão antes da eficiência marginal do capital, que diminuiu nos últimos anos, voltar a aumentar. O setor externo poderá ser um dos impulsores da retomada do crescimento, à medida que nossos produtos estão mais competitivos, auxiliando alguns setores da indústria, principalmente através da substituição de importações.

Sem sombra de dúvida, a recessão continuará promovendo os ajustes macroeconômicos, especialmente no mercado de trabalho, aumento o desemprego e retraindo o rendimento do trabalhadores, que auxiliará na queda da inflação. Os ajustes monetários e fiscais em curso reforçam este prognóstico, aprofundando as expectativas dos consumidores e do empresariado do lado real da economia.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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