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No comentário enviado ontem aos clientes, sobre o IPCA de Novembro/15, a equipe de Economia da Parallaxis destacou:

Com relação à condução da política monetária, nossa interpretação da última ata e das recentes sinalizações da autoridade monetária é que o BC/COPOM está mirando o centro da meta em 2017. Atualmente, a mediana das expectativas para o IPCA em 2017 está em 5,1% e com risco de seguir subindo nos próximos meses, conforme a inflação corrente continue demonstrando uma dinâmica ruim e com alta difusão. Dessa forma, acreditamos que o BC/COPOM realizará ao menos 2 ajustes de 50 pontos base na Selic, totalizando 1%, iniciando o ciclo de alta ainda no primeiro trimestre de 2016, para que as expectativas voltem a convergir para o centro da meta. Sendo assim, esperamos para que a Selic atinja 15,25% a.a. em 2016, permanecendo neste nível até dezembro de 2016. (Para ler o comentário completo, clique aqui)

Devido a importância do tema, explicaremos um pouco mais do que acreditamos ser o possível racional que está por trás da decisão do BC/COPOM, ou seja, uma hipótese. Mesmo que discordemos da necessidade de voltar a subir a Selic, temos como missão antever o movimento que o BC/COPOM executará.

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A hipótese por trás do que pode estar guiando o BC/COPOM pode ser demonstrada sem a necessidade de utilizarmos sofisticados modelos. Vejamos o gráfico abaixo:

No gráfico temos a Selic Meta, as expectativas para o IPCA em 2017 e 2016 e o “juros real esperado” (Selic atual menos expectativa de inflação) para 2016 e 2017.

Quando o BC interrompeu o ajuste na Selic na reunião de setembro/15, estabilizando a taxa no patamar de 14,25% a.a., a expectativa de inflação em 2016 estava em 5,51% e para 2017 em 4,55%. Desde lá a percepção dos agentes sobre trajetória para a inflação deteriorou-se em função da inflação corrente elevada e da piora do quadro fiscal e político. Como podemos observar no gráfico, tanto o IPCA esperado para 2016, como para 2017, começaram a subir, se afastando da meta central do BC de 4,5% para o IPCA. Dessa forma, o Juros Real esperado recuou de 8,74% para 7,55% em 2016 e de 9,70% para 9,15% em 2017. Ou seja, o Juros Real que aparentemente deixava o BC confortável com o nível elevado da Selic para 2016 e 2017 recuou em 1,19 p.p. e 0,55 p.p., respectivamente. Dado que acreditamos que as expectativas continuarão deteriorando devido aos fatores que destacamos, o COPOM deverá fazer um ajuste de 1 p.p. na Selic de maneira a recompor o nível de Juros Real que volte a deixa-lo tranquilo e que interrompa a deterioração das expectativas de inflação, e se possível, as coloque a caminho da meta central.

Em tempo, destacamos que nossa expectativa de IPCA para 2016 permanece em 6,2% e para 2017 esperamos 5,0%. Sendo assim, esperamos uma inflação um pouco mais baixa que nossos colegas respondentes do FOCUS, pois conforme nosso arcabouço de análise nos diz, teremos menor inflação de alimentos e preços administrados nos anos à frente, um câmbio que deverá desvalorizar-se menos que esse ano, e principalmente a forte recessão e a deterioração futura do mercado de trabalho (principalmente nos salários) farão esse papel, afinal esse é devir do ajuste.

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Para ler o relatório na íntegra clique aqui


 

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