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De acordo com o quarto levantamento referente à safra 2015/2016 de grãos, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, a produção brasileira tende a ser de 210,48 milhões de toneladas, alta de 0,9% em comparação com a safra passada, de 208,54 milhões de toneladas A área plantada está estimada em 58,45 milhões de hectares, alta de 0,8% frente à safra de 2014/15. A produtividade dos grãos também tende a ser levemente superior com expectativa de aumentar em 0,14%.image (13)

Dentre os principais grãos produzidos no Brasil, apenas a soja e o feijão deverão apresentar crescimento na produção nessa safra. Com uma alta rentabilidade em detrimento das demais culturas, grande parte dos produtores estão migrando para o plantio da soja. A área plantada de soja nessa safra deverá aumentar em 3,5%, passando de 33,09 para 33,22 milhões de hectares, além disso, a produtividade também deverá apresentar ganhos nessa safra, com estimativa de aumentar em 2,5%, apesar de condições climáticas atípicas relatadas esse ano, devido ao fenômeno “El Niño”, que trouxe menor intensidade de chuvas em regiões como o Centro-Oeste e de Matopiba e excesso de chuvas na região sul do país. O mercado de soja, no entanto, deverá apresentar algumas adversidades esse ano, como os cortes nas taxas de exportação do grão na Argentina pelo governo Mauricio Macri e os altos estoques de passagem, com enfoque nos Estados Unidos cujos estoques tendem a dobrar esse ano. Outro fator importante a ser destacado é que apesar da desvalorização do real em relação ao dólar tender a manter os preços elevados esse ano, os produtores também obtiveram custos maiores, devido aos produtos importados como fertilizantes e defensivos. Contudo, apesar das adversidades, avaliamos que a soja possa manter uma rentabilidade elevada, com expectativa de uma “onda” de desvalorização cambial e uma maior competitividade no mercado externo para soja brasileira. Com relação ao feijão, esse deverá apresentar melhores resultados diante uma relação entre oferta e demanda doméstica equilibrada, o que está mantendo uma boa expectativa por parte dos produtores. Dessa forma, a produção de feijão (1ª, 2ª e 3ª safra) tende a ser de 3,33 milhões de toneladas frente às 3,11 milhões de toneladas na safra passada.

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A produção de algodão e milho primeira safra, deverão perder parte da área plantada para a cultura da soja, como supracitado. Apesar dos bons preços registados nesse ano, os produtores de pluma estão receosos frente aos elevados estoques globais, principalmente na China. Além disso, outro fator que desanimou produtores ao plantio da plumosa foram os baixos preços do petróleo, matéria prima para a fabricação de material sintético, o que poderá acarretar em uma queda no consumo da pluma. Contudo, o mercado tende a ser favorável esse ano, com expectativa de queda na produção global e um incremento no consumo, o que tende a acarretar em uma redução nos estoques globais na ordem de 6,35%. Além disso, com a desvalorização do real, a pluma brasileira tende a ser mais competitiva no mercado internacional, o que poderá favorecer nossas exportações. Com relação à cultura de milho, apesar do recuo esperado para a primeira safra, os produtores deverão aumentar a produção durante o período da “safrinha”, como é conhecido a segunda safra, apesar da produção atualmente ser superior à primeira safra. Apesar da projeção da CONAB manter relativamente estável a projeção para a segunda safra de milho esse ano, em 54,56 milhões de toneladas, analisamos que a produção deverá ser superior à do ano passado, favorecido pela melhor paridade nas exportações do cereal e o crescimento na demanda doméstica com aumento na quantidade de animais em granjas. Contudo alguns fatores ainda levam a manter incertezas no mercado, como o aumento nos custos de produção, restrições para a obtenção de crédito rural, além da instabilidade climática esperada para esse ano.

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Com relação ao arroz há expectativa de redução na área plantada em praticamente todos os estados produtores, diante incertezas climáticas vinculadas ao excesso de chuvas no sul do país, principal região produtora do grão. Outro fator limitante na área plantada deverá ser o aumento nos custos de produção, o que deverá acarretar além de queda na área plantada em redução na tecnologia empregada.

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Com relação às culturas de safra de inverno a colheita já foi encerrada, tendo totalizado em 6,26 milhões de toneladas. Dentre as culturas de inverno, o trigo, a cultura mais importante na temporada, apresentou um recuo de -11,2% em comparação com a safra passada. A queda na produção de trigo se deve principalmente a condições climáticas extremamente desfavoráveis esse ano, ocasionadas pelo excesso de chuvas no sul do país. A queda na safra esse ano, deverá ocasiona em uma forte redução na moagem, com pouco trigo de boa qualidade disponível para os moinhos nesse mês de janeiro de 2016.

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