IBCBr

O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, confirmou a forte recessão vivida pela economia brasileira em 2015, que deverá se aprofundar em 2016. Em dez/15, o indicador recuou 0,52%, na comparação mensal com ajustes sazonais, após contração de 0,64% em nov/15, sendo a décima retração neste modo de comparação. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou forte retração de 6,51%.

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A queda veio em linha com o esperado, visto que as medianas das projeções do mercado apontavam para -0,6% na passagem do mês (ajustado sazonalmente) e -6,5% na variação interanual. Em relação a projeção da Parallaxis (-0,55% m/m e -6,13%) a queda também foi muito próxima da antecipada pelos nossos cálculos.

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No ano de 2015, o indicador acumulou queda de 4,08%. Nas comparações trimestrais, o 4º tri de 2015 ante o mesmo período de 2014, o indicador apresentou retração de 6,34%. Já na comparação com o trimestre imediatamente anterior, e livre de efeitos sazonais, a retração do IBC-Br foi de -1,87%. Dessa forma, os números apresentados pelo indicador, estão em linha com a nossa projeção para o PIB fechado de 2015.

Em tempo, os dados divulgados reforçam nosso cenário e projeções com relação ao PIB fechado de 2015 e de 2016. A contração em 2015 deverá ser de 3,9% e em 2016 o PIB deverá retrair 3,0%. A crise política continuará impactando o campo econômico, ao menos até meados de 2016, deprimindo a expectativa dos empresários.

Em nossas notas econômicas temos soado com um “samba de uma nota só”, nos tornado repetitivo por vezes. Porém a grande verdade é que o marasmo econômico permanece o mesmo. A queda “brutal” da Formação Bruta de Capital Fixo, que vínhamos destacando, se fez ainda mais presente nos últimos dados do PIB e deveremos vê-la em queda nas próximas leituras. A bolsa de valores, que a grosso modo captura as expectativas de lucro das empresas, tem apresentado quedas expressivas.

É por isso que o grande refrão, que temos repetido nesse “samba” é que, os empresários não enxergam a frente qualquer sinal de demanda, que compense aumentar os investimentos, além da incerteza radical posta sobre a economia brasileira. Eles só voltarão a investir quando o retorno do capital mais do que compensar a realização de seus investimentos e as incertezas reduzirem-se, ao menos, moderadamente.

Sendo assim, o ajuste clássico recessivo continuará promovendo seus efeitos, sobre tudo no mercado de trabalho, aumento o desemprego, e impactando a demanda agregada, reduzindo crescimento e aprofundando a recessão. Não poderíamos esperar nada diferente. Desse ponto de vista, o ajuste tem “surtido efeito

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado, Fábio Ralston e Klaus Heinz.
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