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O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, ficou praticamente estável, na última divulgação. Em abr/16, o indicador apresentou variação de 0,03%, na comparação mensal com ajustes sazonais, após contração de 0,36% em mar/16, interrompendo a sequência de 15 resultados negativos consecutivos neste modo de comparação. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou forte retração de 4,99%, configurando um recuo ligeiramente menor que o mês anterior (de -6,40%).

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A estabilidade revelou-se uma surpresa em relação ao esperado, visto que a projeção da Parallaxis apontava para recuo em abril (-0,94% m/m e -6,14%). Contudo, ainda não podemos afirmar que a atividade econômica iniciará uma retomada. Agora podemos estar diante de dois cenários possíveis, um no qual a recuperação se dará de maneira mais lenta e gradual, formando um “U”, ou diante de uma estabilidade em um patamar muito baixo de atividade, configurando um formato em “L”.

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Em 12 meses encerrados em abr/16, o indicador acumulou queda de 5,41%, aprofundando ante o mês anterior, de 5,27%. No quadrimestre de jan/16 a abr/16, a queda ante o último quadrimestre de 2015 (set-dez/15) foi de 1,66%. Já na comparação com o mesmo quadrimestre do ano anterior, a queda foi de -6,46%, um ritmo ainda bastante intenso de contração da economia.

Ao longo dos próximos meses, esperamos que a atividade continue retraindo num ritmo cada vez menos intenso, por vezes com resultado marginalmente positivo e sem apontar grande tendência de recuperação.

Os dados divulgados reforçam nosso cenário e projeções com relação ao PIB fechado de 2016. A contração em 2016 deverá ficar entre -3,4% e -3,8%. Nossa projeção central é de -3,5%. A mudança de governo, que acreditamos estar dada, poderá antecipar a retomada da atividade e a saída da crise. Contudo, até o momento as políticas econômicas implementadas não sinalizam um caminho claro para a retomada da atividade de maneira mais intensa.

Em tempo, o panorama para a economia brasileira continua pernicioso e recessivo para esse ano, especialmente devido a retração brutal da Formação Bruta de Capital Fixo. Conforme temos destacado, a demanda doméstica perdeu seu dinamismo a muito tempo. Porém, uma nova janela de oportunidades se abre agora diante deste novo governo. A mudança nas expectativas tendem a contribuir para a retomada da atividade, mas é preciso que a demanda acompanhe, impulsionando a atividade. E para tal, precisaremos avaliar os efeitos líquidos das políticas econômicas que estão sendo anunciadas. Destacamos que o setor externo poderá ser um dos impulsores da retomada do crescimento, à medida que nossos produtos estão mais competitivos e que este deve ser visto com especial atenção por este novo governo.

Sem sombra de dúvida, a recessão continuará promovendo os ajustes macroeconômicos, especialmente no mercado de trabalho, aumento o desemprego e retraindo o rendimento do trabalhadores, que auxiliará na queda da inflação. A mudança das expectativas é uma condição necessária, porém não suficiente para retomar a trajetória de crescimento. Deste modo iremos avaliar atentamente o efeito líquido das políticas propostas sobre a demanda, que por ora, acreditamos serão mais positivas do que negativas.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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