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O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, recuou 0,51%, na última divulgação referente a mai/16, na comparação mensal com ajustes sazonais, após relativa estabilidade em abr/16 (+0,07%), voltando apresentar resultado negativo neste modo de comparação. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou forte retração de 4,92%, configurando um recuo ligeiramente menor que o mês anterior (de -5,0%).

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A recuou foi superior ao esperado, visto que a projeção da Parallaxis apontava para recuo em maio (-0,24% m/m e -4,59%). Tal resultado reforça nosso sentimento de que não podemos afirmar que a atividade econômica iniciará uma retomada tão logo. Acreditamos que o segundo trimestre ainda deverá apresentar contração, apontando para possível estabilidade no 3º trimestre deste ano. Temos destacado que estamos diante de dois cenários possíveis, um no qual a recuperação se dará de maneira mais lenta e gradual, formando um “U”, ou diante de uma estabilidade em um patamar muito baixo de atividade, configurando um formato em “L”.

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Em 12 meses encerrados em mai/16, o indicador acumulou queda de 5,43%, aprofundando marginalmente ante o mês anterior, de 5,42%. Nos cinco primeiros meses, de jan/16 a mai/16, a queda ante o mesmo período de 2015 (set-dez/15) foi de 5,79%. Na comparação dos meses de abril a maio de 2016, contra 2015, a queda apresentada foi de 5,0%, ao passo que na comparação com bimestre inicial do trimestre imediatamente anterior (jan-fev/16) foi de -0,8%. Para junho, analisando os indicadores antecedentes, poderemos ver um crescimento modesto na margem.

Ao longo dos próximos meses, esperamos que a atividade continue retraindo num ritmo cada vez menos intenso, por vezes com resultado marginalmente positivo e sem apontar grande tendência de recuperação.

Os dados divulgados reforçam nosso cenário e projeções com relação ao PIB fechado de 2016. A contração em 2016 deverá ficar entre -3,4% e -3,8%. Nossa projeção central é de -3,5%. A mudança de governo deve antecipar a retomada da atividade e a saída da crise. Contudo, até o momento as políticas econômicas implementadas não sinalizam um caminho claro para a retomada da atividade de maneira mais intensa.

Em tempo, o panorama para a economia brasileira continua pernicioso e recessivo para esse ano, especialmente devido a retração brutal da Formação Bruta de Capital Fixo. Conforme temos destacado, a demanda doméstica perdeu seu dinamismo a muito tempo. Porém, uma nova janela de oportunidades se abre agora diante deste novo governo. A mudança nas expectativas tende a contribuir para a retomada da atividade, mas é preciso que a demanda acompanhe, impulsionando a atividade. E para tal, precisaremos avaliar os efeitos líquidos das políticas econômicas que estão sendo anunciadas. Destacamos que o setor externo poderá ser um dos impulsores da retomada do crescimento, à medida que nossos produtos estão mais competitivos e que este deve ser visto com especial atenção por este novo governo. De tal sorte, acreditamos que manter o câmbio desvalorizado reforça este cenário.

Sem sombra de dúvida, a recessão continuará promovendo os ajustes macroeconômicos, especialmente no mercado de trabalho, aumento o desemprego e retraindo o rendimento do trabalhadores, que auxiliará na queda da inflação. A mudança das expectativas é uma condição necessária, porém não suficiente para retomar a trajetória de crescimento. Deste modo iremos avaliar atentamente o efeito líquido das políticas propostas sobre a demanda, que por ora, acreditamos serão mais positivas do que negativas.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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