O dobrão (moeda) do Império, de 1725, serviu de inspiração para o projeto arquitetônico do Edifício-Sede do Banco Central. O arquiteto Hélio Ferreira Pinto modificou geometricamente as pontas da haste de Cruz de Cristo gravada na moeda e conferiu-lhe formas mais quadradas: daí surgiu a forma do prédio. Já a ideia das torres, que abrem espaço para os elevadores, nasceu dos quatro cantos da cruz. A logomarca do Banco foi concebida na mesma época, pelo designer carioca Aloísio Magalhães, membro da equipe. Apesar de o prédio ainda estar na maquete, a logomarca foi inspirada na vista aérea da sombra projetada pelo edifício.

O dobrão (moeda) do Império, de 1725, serviu de inspiração para o projeto arquitetônico do Edifício-Sede do Banco Central. O arquiteto Hélio Ferreira Pinto modificou geometricamente as pontas da haste de Cruz de Cristo gravada na moeda e conferiu-lhe formas mais quadradas: daí surgiu a forma do prédio. Já a ideia das torres, que abrem espaço para os elevadores, nasceu dos quatro cantos da cruz. A logomarca do Banco foi concebida na mesma época, pelo designer carioca Aloísio Magalhães, membro da equipe. Apesar de o prédio ainda estar na maquete, a logomarca foi inspirada na vista aérea da sombra projetada pelo edifício.

O indicador de atividade do Banco Central (IBC-BR), tido como proxy do PIB brasileiro, mais uma vez demonstrou que a recessão seguiu avançando em ritmo forte no quarto e último tri de 2015. Em nov/15, o indicador recuou 0,52%, na comparação mensal com ajustes sazonais, após contração de 0,55% em out/15, sendo a nona retração neste modo de comparação. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o indicador apresentou forte retração de 6,14%.

IBCBR-gráfico final

A queda foi menos intensa que o esperado, visto que as medianas das projeções do mercado apontavam para -0,9% na passagem do mês (ajustado sazonalmente) e -6,78% na variação interanual, o que demonstra que apesar da queda ter sido menos intensa, esperava-se um resultado negativo. Em relação a projeção da Parallaxis (-0,76% m/m e -6,72%) a queda também foi marginalmente menor.

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De janeiro a novembro 2015, o indicador acumula queda de 3,85%. Já no acumulado em 12 meses, o IBC-Br também recuou significativamente, de -3,15% para -3,53%. Ressaltamos que tal resultado está em linha com nosso cenário para o PIB no 4º tri de 2015, o qual deve mostrar uma queda mais intensa que os anteriores, entre 4,5% e 5,0% na comparação interanual.

Em tempo, os dados divulgados hoje pelo IBC-Br reforçam nosso cenário e projeções com relação ao PIB deste ano e de 2016. A contração em 2015 deverá ser de 3,5% e 2016 o PIB deverá retrair 3,0%. A crise política continuará impactando o campo econômico, ao menos até março de 2016, deprimindo a expectativa dos empresários.

Em nossas notas econômicas temos soado com um “samba de uma nota só”, nos tornado repetitivo por vezes. Porém a grande verdade é que o marasmo econômico permanece o mesmo. A queda “brutal” da Formação Bruta de Capital Fixo, que vínhamos destacando, se fez ainda mais presente nos últimos dados do PIB e deveremos vê-la em queda nas próximas leituras. A bolsa de valores, que a grosso modo captura as expectativas de lucro das empresas, tem apresentado quedas expressivas.

É por isso que o grande refrão, que temos repetido nesse samba de uma nota só é que, os empresários não enxergam a frente qualquer sinal da demanda que compense aumentar os investimentos. Eles só voltarão a investir quando o retorno do capital mais do que compensar a realização de seus investimentos.

Sendo assim, o ajuste clássico recessivo continuará promovendo seus efeitos, sobre tudo no mercado de trabalho, aumento o desemprego, e impactando a demanda agregada, reduzindo crescimento e aprofundando a recessão. Não poderíamos esperar nada diferente. Desse ponto de vista, o ajuste tem “surtido efeito”.

 

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