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O IPCA de jan/16 registrou inflação mensal de 1,27%, acelerando ante o mês de dez/15, quando havia apresentado variação de 0,96%. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses avançou, de 10,68% em dezembro, para 10,71% neste mês, sendo a taxa mais alta desde nov/03 (11,02%). Comparando o resultado deste mês, com o mesmo mês do ano anterior (jan/15: 1,24%), a inflação demonstrou-se superior.

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Em relação a nossa expectativa (projeção Parallaxis: 1,16%) o resultado foi superior ao que antecipávamos. Em relação a mediana das projeções do mercado (Consenso Broadcast: 1,10%), o resultado também foi de surpresa altista.

Em relação ao mês anterior, entre os 9 grupos que compõem o indicador, 6 aceleraram (Alimentação e Bebidas, Habitação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Pessoais e Educação) e 3 recuaram (Artigos de Residência, Vestuário e Comunicação). Analisando por ordem de importância destacamos os quatro grupos que mais impactaram o resultado: Alimentação e Bebidas (0,58 p.p.), Transportes (0,33 p.p.), Habitação (0,13 p.p.) e Despesas Pessoais (0,13 p.p.). Somando o impacto desses grupos, eles foram responsáveis por 91% (1,16 p.p.) do resultado do indicador.

Em relação a nossa expectativa (projeção Parallaxis: 1,16%) o resultado foi superior ao que antecipávamos. Em relação a mediana das projeções do mercado (Consenso Broadcast: 1,10%), o resultado também foi de surpresa altista.

Em relação ao mês anterior, entre os 9 grupos que compõem o indicador, 6 aceleraram (Alimentação e Bebidas, Habitação, Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais, Despesas Pessoais e Educação) e 3 recuaram (Artigos de Residência, Vestuário e Comunicação). Analisando por ordem de importância destacamos os quatro grupos que mais impactaram o resultado: Alimentação e Bebidas (0,58 p.p.), Transportes (0,33 p.p.), Habitação (0,13 p.p.) e Despesas Pessoais (0,13 p.p.). Somando o impacto desses grupos, eles foram responsáveis por 91% (1,16 p.p.) do resultado do indicador.

tabela 3

Na análise por itens e subitens, entre os que mais impactaram, no grupo Alimentação e Bebidas, destacaram-se os itens: cenoura (32,64%), o tomate (27,27%), a cebola (22,05%) e a batata-inglesa (14,78%). Alimentação em casa aumentou 2,89%, ao passo que a alimentação fora de casa subiu 1,12%. No grupo Transportes, os itens de destaque foram transporte público (3,84%) e combustíveis (2,11%). No Transporte público, os ônibus urbanos aumentaram 5,61%, os ônibus intermunicipais 6,14% e o taxi 4,0%. Trem e metrô também impactaram com 4,19% e 4,27%, respectivamente. Em combustíveis, a gasolina subiu 8,01% e etanol 3,47%. O preço das passagens áreas, de maneira oposta, recuaram em 6,13%. No grupo Habitação, energia elétrica avançou 1,61%, a taxa de água e esgoto subiu 0,94% e aluguel residencial 0,55%. Já em Despesas Pessoais, os itens que se destacaram pela alta dos preços foram: Excursão (6,98%), cigarro (3,81%) e empregado doméstico (0,77%).

tabela 4

O IPCA acelerou mais do que esperávamos, auxiliados pela aceleração da inflação de alimentos (prejudicados pelo excesso de chuva no mês) e pelo reajuste dos transportes públicos. Na abertura do indicador entre Livres e Administrados, vemos que este último voltou a pressionar bastante em relação ao mês anterior, avançando de 0,53% para 1,75%, enquanto os Livres subiram de 1,10% para 1,12%, influenciado pelos preços dos Alimentos, enquanto Serviços recuou (de 0,97% para 0,67%).

Essa aceleração da inflação pressiona a estratégia da manutenção da taxa Selic, adotada pelo BC/COPOM em sua última decisão, na reunião de Janeiro/16. Caso queira ler nossa interpretação sobre a ata, clique aqui. Muitos analistas podem achar que o COPOM está em cheque com essa aceleração da inflação. Contudo, acreditamos ser pontual. A aceleração, conforme vimos, foi influenciada pelo aumentos dos preços dos transportes municipais e pelo choque de oferta de alimentos, enquanto serviços apresentou uma moderação substancial. Ademais, em março a bandeira amarela da energia elétrica deverá reduzir, em ao menos 7%, o preço da conta de luz, devido ao desligamento das térmicas e os repasses para a Conta de Desenvolvimento Energético.

A tendência é de uma elevação muito menor dos preços administrados ao longo do ano. Por outro lado, a distensão do mercado de trabalho e o recuo na renda, deverão impactar os preços livres, especialmente serviços. Sendo assim, ainda achamos cedo dizer que está em cheque a estratégia adotada pelo COPOM. Esperamos, por enquanto, a manutenção da Selic no atual patamar de 14,25% a.a., até o último trimestre de 2016, quando acreditamos que poderá haver espaço para o corte de 50 pontos base na taxa, dividido em dois cortes de 25 pontos base. Vamos acompanhando.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado, Fábio Ralston e Klaus Troetschel.
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