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O IPCA-15, prévia da inflação oficial, apresentou variação de 0,43% na passagem de julho para agosto, de acordo com o dado divulgado pelo IBGE. O indicador desacelerou consideravelmente em relação ao mês anterior, quando havia apresentado variação de 0,59%. O resultado de agosto ficou em linha com a mediana esperada pelo consenso do mercado (AE-Broadcast), de 0,43% e marginalmente abaixo da nossa estimativa de 0,45%. Por sua vez, a inflação acumulada em 12 meses continuou firmemente em sua trajetória ascendente, de 9,25% em julho para 9,57% em agosto.

Dentre os nove grupos que compõe o indicador, se destacaram na variação mensal os grupos: Habitação, que variou 1,02% (impacto de 0,16 p.p.), seguido pelo grupo de Alimentação e Bebidas com 0,45% (0,11 p.p.), Saúde e Cuidados Pessoais com 0,83% (0,09 p.p.) e Despesas Pessoais, com variação de 0,73% (0,08 p.p.). Apenas esses quatro grupos foram responsáveis por 0,44 p.p. de impacto no indicador.

Dentre os grupos, aqueles que desaceleram e ajudaram no recuo ante o mês anterior foram: Alimentação e Bebidas (de 0,64% para 0,45%), Habitação (1,15% para 1,02%), Transportes (0,14% para -0,46%), Despesas Pessoais (0,83% para 0,73%) e Comunicação (0,59% para 0,11%). Na direção oposta, aceleraram os grupos de Artigos de Residência (0,47% para 0,73%), Vestuário (-0,06% para 0,01%), Saúde e Cuidados Especiais (0,80% para 0,83%) e Educação (0,10% para 0,78%).

Nestes grupos que aceleraram, os itens a serem destacados foram, TV, som e informática (1,92%) e mobiliário (0,95%) em Artigos de Residência, plano de saúde (1,08%) e os artigos de higiene pessoal (1,44%) em Saúde e Cuidados Pessoais, e os itens cursos regulares (0,78%) e cursos diversos (1,64%) em Educação.

Outros itens que se destacaram nos demais grupos foram: passagens aéreas (-25,06%), o automóvel novo (-0,41%), o automóvel usado (-1,20%), e etanol (-0,77%), que ajudaram o grupo Transportes a entrar em deflação. Os itens batata-inglesa (-9,51%), açaí (-8,51%), tomate (-6,67%), feijão-preto (-4,30%), feijão-fradinho (-4,26%), feijão-carioca (-1,48%) e óleo de soja (-1,14%) ajudaram a frear a inflação do grupo Alimentos. Em Habitação o destaque ficou novamente por conta da energia elétrica (2,60%), da taxa de água e esgoto (1,39%), serviços de mão de obra para pequenos reparos (0,82%), do condomínio (0,72%) e do aluguel residencial (0,39%). Por fim, destacamos os itens empregado doméstico (0,54%) e serviço bancário (2,14%) no grupo Despesas Pessoais.

De tal sorte, o indicador desacelerou ante o mês anterior, devido a menor inflação dos Alimentos e a deflação de Transportes, auxiliados parcialmente pelo menor reajuste dos preços administrados. Para os próximos meses, esperamos auxílio maior da inflação de serviços na contenção do indicador.

Em tempo, temos como hipótese que o BC/COPOM, a princípio, chegou no patamar de juros básico que considerava ideal para a convergência para meta de inflação em 2016. Por enquanto, nossa interpretação da ata da última reunião é que o ciclo de ajustes na taxa Selic está em pausa no patamar de 14,25% a.a..

Contudo, o cenário de continuidade do ajuste permanece em aberto e com elevada possibilidade de ocorrência, ao passo que as expectativas de inflação apresentarem desvios significativos com relação a convergência para meta em 2016. Porém, ressaltamos que, se for além deste patamar, acreditamos que haverá apenas mais um ajuste de 25 p.b., entrando em pausa até meados de 2016, quando a Selic poderá entrar em trajetória de queda.

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