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O IPCA-15, prévia da inflação oficial, apresentou variação de 0,24% na passagem de abr/17 para mai/17, de acordo com o dado divulgado pelo IBGE. O indicador acelerou em relação ao mês anterior, quando havia apresentado variação de 0,21%, configurando a menor taxa para o mês de maio desde 2001. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (mai/16: 0,86%) a taxa foi bastante inferior. A inflação acumulada em 12 meses continuou em sua trajetória de queda, recuando de 4,42% em abr/17 para 3,78% nesta leitura. O resultado de maio foi superior ao esperado, visto que projetávamos taxa de 0,15%. O desvio em relação ao efetivo aconteceu devido a inflação maior que o esperado nos grupos de Alimentos e Bebidas e Saúde e Cuidados Pessoais.

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Dentre os nove grupos que compõem o indicador, 3 grupos foram determinantes para a aceleração de 0,03 p.p. na passagem do mês, sendo este: Alimentos e bebidas (de 0,31% para 0,42%); Artigos de Residência (-0,43% para 0,02%) e Vestuário (0,44% para 0,74%). No sentido oposto, com inflação menos intensa tivemos os grupos: Habitação (0,39% para 0,15%) e Saúde e Cuidados pessoais (0,91% para 0,84%).

Olhando a contribuição para o indicador por grupos e por ordem de impacto, temos: Alimentação e Bebidas (0,11 p.p.), Saúde e Cuidados Pessoais (0,10 p.p.), Vestuário (0,04 p.p.), que juntos foram responsáveis por 0,25 p.p. de impacto altista. No sentido oposto, com impactos baixistas na inflação, destacou-se o grupo Transportes (-0,07 p.p.).

Na análise por itens e subitens, no grupo Alimentação, a importante pressão inflacionária veio dos itens batata-inglesa (16,08%), tomate, (12,09%) e cebola (9,15%), enquanto outros, como óleo de soja (-5.81%), açúcar cristal (-3,03%), frutas (-2,73%) e feijão-carioca (-2,52%) ficaram mais baratos na passagem do mês. Em Saúde e Cuidados Pessoais, os destaques foram os itens de remédios, com alta de 2,08%. Nos demais grupos destacaram-se os itens passagens aéreas (-11,42%) e combustíveis (-1,12%) em Transportes, que juntos impactaram em -0,10 p.p. o indicador.

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Para o IPCA fechado de maio/17, a tendência é que a inflação acelere ante a prévia, influenciada principalmente pelo aumento dos preços de Saúde e Cuidados Pessoais, Vestuário, Habitação e Despesas Pessoais. Esperamos inflação ligeiramente menor do grupo de Alimentação e Bebidas. A princípio, nossa projeção é de 0,40%.

Com a inflação sistematicamente surpreendendo para baixo, expectativas de inflação em queda e a atividade ainda revelando os primeiros sinais de estabilização em baixo patamar de atividade, seguimos vendo bastante espaço para corte de juros. Mesmo com as recentes turbulências no âmbito político e o atraso nas aprovações das reformas, acreditamos que o BCB manterá o ritmo de corte na próxima reunião. Dado o processo desinflacionário, a elevada ociosidade na economia e as comunicações recentes das autoridades monetárias, acreditamos que o BCB/COPOM deva seguir o ritmo de redução da taxa de juros definido na última reunião, cortando 1,00 p.p. na reunião do COPOM este mês (Maio).

Assim sendo, esperamos que a Selic encerre 2017 em 8,5% a.a.. Nossa projeção para o IPCA em 2017 segue em 4,1%, enquanto para 2018 a inflação esperada segue em 3,9%.

Contudo, não descartamos um abrandamento do ciclo (ritmo e/ou extensão menor) caso o balanço de riscos do BCB comece a identificar que as reformas deverão ficar apenas para o pós-pleito de 2018.


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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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