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Parallaxis novamente fazendo projeções que se tornam base. A projeção dessa vez é sobre o IPCA, onde no primeiro trimestre de 2015, acreditamos que o IPCA chegará a 2,85% e avança para 6,87% ao longo de 2015.

Segue abaixo o artigo da AE-Projeções, onde abaixo do artigo tem uma tabela onde aparece nossa projeção – parallaxis.

“AE-PROJEÇÕES: AE-PROJEÇÕES: IPCA DEVE SUBIR DE 2,80% A 3,70% NO 1º TRI E AVANÇAR DE 6,80% A 7,70% EM 2015

São Paulo, 06/02/2015 – A despeito de o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro ter ficado abaixo da mediana das estimativas dos economistas do mercado, o cenário aguardado pelos analistas para o primeiro trimestre e para o fim de 2015 continua sendo de inflação bastante elevada. No levantamento relâmpago finalizado há pouco pelo AE Projeções e que contou com um total de 22 instituições do mercado, as expectativas preliminares coletadas indicam que o IPCA do período acumulado de janeiro a março deverá ser de 2,80% a 3,70% (mediana de 3,00%) e que o indicador de 2015 atingirá taxa de 6,80% a 7,70%, intervalo que gerou mediana de 7,20%.

Nesta sexta-feira (6), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA de janeiro registrou inflação de 1,24% ante taxa de 0,78% em dezembro. Os analistas ouvidos pelo AE Projeções esperavam um indicador de 1,10% a 1,35%, com mediana de 1,25%. O resultado de janeiro representou a taxa mais elevada para o IPCA desde fevereiro de 2003 (1,57%). Já o índice acumulado nos últimos 12 meses, que alcançou a marca de 7,14%, foi o mais alto desde setembro de 2011 (7,31%).

Especificamente em relação ao trimestre, para o qual, se a mediana for confirmada, a taxa deverá ser a maior desde 2003, os economistas não têm dúvidas dos fatores que vão direcionar a inflação: a série de reajustes em preços administrados, que vão ser os grandes culpados do provável IPCA elevado de 2015. Caso a mediana para o levantamento do ano seja alcançada, o indicador do IBGE será o maior desde 2004, quando atingiu a marca de 7,60%, e romperá o teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,5% com tolerância de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo.

Os aumentos em preços administrados e monitorados estão relacionados à tarifa de energia elétrica no País com base no conceito de bandeiras tarifárias; às passagens de ônibus em capitais de peso, como Rio de Janeiro e São Paulo, que também contou com elevação nas passagens de trem e metrô; e às elevações nos preços de cigarros e mensalidades escolares, estas últimas com captação programada para a inflação de fevereiro, conforme a metodologia do IBGE. Somado à toda essa lista, houve aumento forte já em janeiro nos preços do grupo Alimentação, especialmente dos itens in natura, em sintonia com a sazonalidade, mas também no começo de 2015 com a influência da forte seca e do calor acima do normal no Sudeste.

Pelos cálculos do economista Marcelo Castello Branco, da Saga Capital, a inflação do trimestre deve fechar em 3,10%, o que tende a ser o pior resultado para um trimestre desde 2003, quando foi de 5,13%. “Lembro que lá (em 2003) o País estava saindo de um processo de desancoragem total da inflação, quando o câmbio foi a R$ 4,00, no meio da crise eleitoral de 2002”, disse, ao se referir ao movimento de aversão a risco que se instalou no Brasil naquela ocasião com o crescimento do então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto, num período de reservas internacionais bastante baixas e de constantes auxílios solicitados ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira, o IPCA deverá acumular taxa de 3,30% no primeiro trimestre e chegar ao fim de 2015 com uma inflação de 7,20%, com viés de alta, conforme os cálculos preliminares. “Os preços livres vão desacelerar pouco neste ano e 2015 é o ano da inflação dos administrados normalizando as baixas taxas que tiveram em 2013 e 2014”, comentou.

Na ARX Investimentos, o economista Henrique Santos, informou que a instituição aguarda taxas de 3,37% para o trimestre e de 7,20% para o fim do ano. “De longe, o maior fator para a inflação são os preços administrados”, disse, adiantando ao AE Projeções que a ARX prevê IPCA de 0,93% para fevereiro e de 1,12% para março.

Questionado se havia alguma esperança de o IPCA de 2015 contar com algum alívio e não subir tanto como o mercado financeiro espera agora, Santos foi bastante cético. “Os alívios possíveis seriam uma eventual queda da gasolina mais para o final do ano. Isso depende, claro, do comportamento do petróleo até lá ou de um impacto mais forte da atividade muito ruim nas leituras de inflação de serviços”, comentou.

Mesmo os efeitos da política monetária que vem sendo praticada pelo Banco Central, com a taxa básica de juros em alta e atualmente no nível de 12,25%, não devem coibir a inflação de 2015 da maneira desejada. Para Cristiano Oliveira, do Banco Fibra, os efeitos só devem ser vistos em 2016. “Os preços livres devem recuar bastante em 2016 e 2017”, afirmou.

Para Santos, da ARX Investimentos, o problema da inflação de 2015 é que ainda existem outros riscos que se somam ao atual cenário de forte reajuste nos preços administrados. “Existem riscos altistas também, como o comportamento do câmbio, principalmente a velocidade da depreciação, e um eventual choque negativo de oferta em alimentos advindo da seca e do racionamento de água em São Paulo”, salientou. (Flavio Leonel – flavio.leonel@estadao.com; e Maria Regina Silva – maria.regina@estadao.com)

 IPCA do 1º Trimestre e de 2015* 
 Instituições  1º Tri (%)  2015 (%)
Besi Brasil 2,80 7,10
Austin Rating 2,81 7,05
INVX Global 2,81 7,20
Parallaxis Consultoria 2,85 6,87
CM Capital 2,88 7,12
MB Associados 2,90 7,30
Banco de Tokyo Mitsubishi 3,00 6,80
Banco Fibra 3,00 7,20
Quantitas 3,00 7,30
RC Consultores 3,00 6,85
Votorantim Corretora 3,00 7,00
BI&P 3,04 7,00
LCA Consultores 3,09 7,53
MVP Capital 3,09 7,30
Porto Seguro 3,10 7,40
Saga Capital 3,10 7,60
Rosenberg Associados 3,30 7,10
SulAmérica 3,31 7,70
ARX Investimentos 3,37 7,20
Brasil Plural 3,70 7,20
GO Associados 3,70 7,20
Banco Santander N/D 7,20
Mediana 3,00 7,20

Fonte: AE Projeções
(*) As estimativas são preliminares
N/D: Não Disponível