Caricatura ironizando o descontrole em que caiu a economia brasileira com excesso de emissões de papel-moeda promovido pelo Encilhamento. No desenho, um funcionário do Banco Nacional “batiza” o Brasil, simbolizado por um índio, derramando dinheiro sobre sua cabeça

Caricatura ironizando o descontrole em que caiu a economia brasileira com excesso de emissões de papel-moeda promovido pelo Encilhamento. No desenho, um funcionário do Banco Nacional “batiza” o Brasil, simbolizado por um índio, derramando dinheiro sobre sua cabeça.

O IPCA de nov/15 registrou inflação mensal de 1,01%, acelerando ante o mês de out/15, quando havia apresentado variação de 0,82%. Com esse resultado, a inflação acumulada em 12 meses avançou, de 9,94% em outubro, para10,49% em novembro. Comparando o resultado deste mês, com o mesmo mês do ano anterior (nov/14: 0,51%), a inflação em 2015 foi significativamente mais alta, sendo a maior taxa para o mês desde nov/02. Em relação a nossa expectativa (projeção Parallaxis: 0,92%) o resultado foi superior ao que antecipávamos. Em relação a mediana das projeções do mercado (Consenso Broadcast: 0,95%), o resultado também foi de surpresa altista. Em relação ao mês anterior, entre os 9 grupos que compõem o indicador, 6 aceleraram. Por ordem de importância destacamos os três grupos que mais impactaram o resultado: Alimentação e Bebidas (0,46 p.p.), Transportes (0,20 p.p.) e Habitação (0,12 p.p.). Somando o impacto desses grupos, eles foram responsáveis por 76% (0,77 p.p.) do resultado do indicador

O IPCA acelerou pouco acima do que esperávamos, impulsionado pela inflação de Transportes, Habitação e Alimentos, sendo este último o grande desvio em relação a nossa projeção. Na abertura do indicador entre Livres e Administrados, vemos que este último aliviou em relação ao mês anterior recuando de 1,39% para 1,09%, enquanto os Livres subiram de 0,64% para 0,98%, elevando a difusão da inflação entre os itens de 67% para 78%, o que demonstra uma dinâmica bastante deletéria.

Com relação à condução da política monetária, nossa interpretação da última ata e das recentes sinalizações da autoridade monetária é que o BC/COPOM está mirando o centro da meta em 2017. Atualmente, a mediana das expectativas para o IPCA em 2017 está em 5,1% e com risco de seguir subindo nos próximos meses, conforme a inflação corrente continue demonstrando uma dinâmica ruim e com alta difusão. Dessa forma, acreditamos que o BC/COPOM realizará ao menos 2 ajustes de 50 pontos base na Selic, totalizando 1%, iniciando o ciclo de alta ainda no primeiro trimestre de 2016, para que as expectativas voltem a convergir para o centro da meta. Sendo assim, esperamos para que a Selic atinja 15,25% a.a. em 2016, permanecendo neste nível até dezembro de 2016.

 

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