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  • Conforme o combinado, e seguindo a nova estratégia de comunicação anunciada pelo BC nesta última semana (formato de comunicado e ata diferentes), a reunião do Comitê encerrou seu segundo dia de reunião, publicando o novo formato de comunicado pós-reunião sobre a decisão tomada em colegiado.
  • Sem surpresas, a decisão foi de manter a taxa Selic em 14,25% a.a. (mesmo patamar desde jul/15), por decisão unânime de seus membros. Em linha com nosso cenário e com a expectativa da ampla maioria do mercado.
  • Reproduzimos o comunicado abaixo:

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  • Primeiramente, acreditamos que este novo formato é bastante esclarecedor sobre os motivos que levaram o comitê a tomar tal decisão, o que em nossa visão atinge o objetivo de serem mais transparentes na comunicação.
  • Em segundo lugar, o comunicado nos pareceu bastante hawkish… Os pontos de destaque como fatores de risco (i, ii e iii) destacados pelo COPOM, não nos parecem comprometer a trajetória de convergência da inflação. Gradualmente, as expectativas para 2017 estão convergindo para o centro da meta ou muito próximo dele.
  • Sobre a trajetória dos juros, temos batido na tecla de que já existem elementos suficientes que respaldam o início do corte. O aprofundamento da recessão na atividade doméstica, os preços administrados com reajustes menores e o recuo do salário real, ajudarão a convergência da inflação para muito próximo do centro da meta em 2017, ainda que 2016 permaneça fora da banda de flutuação.  Nossas projeções para o IPCA permanecem em 6,9% para 2016 e 5,0% em 2017.
  • Nosso cenário base é de que o comitê seguirá em manutenção, avaliando a possibilidade de cortar a taxa no último trimestre, conforme os dados correntes de inflação melhorarem e puxarem para baixo as expectativas, auxiliados pela provável valorização do câmbio.
  • Ainda em nosso cenário, em 2016 o COPOM deverá efetuar dois cortes de 50 pontos base no último trimestre, o que levaria a Selic ao patamar de 13,25% a.a. no final deste ano. Para 2017, esperamos que taxa encerre o ano em 11,00% a.a..
  • Por fim, vemos essa valorização do câmbio como preocupante, pois pode colocar em xeque a recuperação, ainda incipiente de alguns setores da indústria, que se reanimaram com as exportações. Sendo as exportações a variável de contribuição positiva que evitou resultados ainda piores do PIB no último ano e neste primeiro trimestre. Ou seja, o velho jogo de deixar o câmbio se apreciar, ajudando no combate à inflação, pode estar retornando à cena.
  • Aguardemos mais detalhes a serem divulgados na ata desta reunião, na semana que vem.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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