Bags of assorted organic pulses and grains, overhead view

De acordo com o d√©cimo levantamento referente √† safra 2015/2016 de gr√£os, realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, a produ√ß√£o brasileira tende a ser de 189,27 milh√Ķes de toneladas, queda de 8,9% em compara√ß√£o com a safra passada, de 207,76 milh√Ķes de toneladas A √°rea plantada est√° estimada em 58,14 milh√Ķes de hectares, alta de 0,4% frente √† safra de 2014/15. A produtividade m√©dia dos gr√£os tamb√©m tende a ser representativamente inferior √† safra passada, com queda de 9,2%. O acr√©scimo na produ√ß√£o se deve √†s culturas de ver√£o, com expectativa de uma retra√ß√£o na produ√ß√£o de sorgo de -32,9%; milho (1¬™ e 2¬™ safra) -18,3%, no feij√£o -16%; arroz -15,8%; algod√£o -11,2%; amendoim -11,2% e na soja -0,7%. Com rela√ß√£o √†s culturas de inverno, o trigo tende a apresentar um acr√©scimo de 13,5%; a cevada de 15,6% e a aveia de 95,3%.

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A produ√ß√£o de milho tende a apresentar a maior varia√ß√£o negativa em valores absolutos com expectativa de baixa de 3.994,2 mil toneladas na primeira safra e de -11.536,9 mil toneladas durante a segunda safra. Durante a primeira safra, al√©m de um recuo na √°rea plantada de 11,4%, tamb√©m se observou uma retra√ß√£o na produtividade de 2,1% resultado de adversidades clim√°ticas, relacionadas principalmente ao fen√īmeno ‚ÄúEl Ni√Īo‚ÄĚ. O ‚ÄúEl Ni√Īo‚ÄĚ, aquecimento nas √°guas do Pacifico, ocasionaram um excesso de chuvas na regi√£o sul do pa√≠s e uma falta de chuvas em parte da regi√£o Centro-Oeste, Nordeste e Norte. A queda na √°rea plantada de milho durante a primeira safra ocorreu devido a uma forte migra√ß√£o de produtores para cultura da soja na expectativa de uma maior rentabilidade e tamb√©m a uma maior dificuldade de financiamento do plantio em algumas regi√Ķes. Com uma forte retra√ß√£o na produ√ß√£o o mercado dom√©stico apresentou um d√©ficit na oferta de milho impactando positivamente nos pre√ßos que chegaram a dobrar esse ano em compara√ß√£o com o ano passado.

Como forma de conter a alta nos pre√ßos o governo tem apoiado em um aumento das importa√ß√Ķes que devem atingir 1.500 mil toneladas nessa safra 375% acima do ano passado, de 316 mil toneladas. A expectativa de que a segunda safra de milho poderia balancear a rela√ß√£o entre oferta e demanda esse ano, frente ao aumento na √°rea plantada com produtores otimistas frente aos elevados pre√ßos do cereal, tamb√©m n√£o devem se concretizar devido √† estiagem nas principais regi√Ķes produtoras durante o per√≠odo do plantio e matura√ß√£o dos gr√£os, ocasionando uma retra√ß√£o na produtividade de 27%, passando de 5.716 kg/ha para 4.174 kg/ha. Dessa forma, o milho deve apresentar uma redu√ß√£o nos estoques dom√©sticos de 57,5%.

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O feij√£o tamb√©m apresentou um d√©ficit na oferta esse ano, levando o alimento b√°sico na cesta dos brasileiros a subir mais de 58% no IGP-DI. A produ√ß√£o de feij√£o (1¬™, 2¬™ e 3¬™ safra) deve ser 2.696,7 mil toneladas, uma retra√ß√£o de 16% em compara√ß√£o com a safra passada, de 3.209,9 mil toneladas. O consumo de feij√£o no Brasil, por outro lado, tende a ser de 2.900 mil toneladas, o que deve levar a um aumento nas importa√ß√Ķes do gr√£o de quase 60% e uma redu√ß√£o nos estoques dom√©sticos de 37,1%.

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A produ√ß√£o de soja prometia apresentar resultados recordes nessa safra, por√©m o atraso no financiamento e adversidades clim√°ticas trouxeram atraso no plantio, al√©m da ocorr√™ncia do ‚ÄúEl Ni√Īo‚ÄĚ esse ano como supracitado e da incid√™ncia de doen√ßas e pragas em algumas regi√Ķes. Dessa forma, apesar da √°rea plantada da oleaginosa haver apresentado um incremento de 3,5% em compara√ß√£o com a safra passada, a retra√ß√£o de 4,1% na produtividade levou a proje√ß√£o de produ√ß√£o a recuar para 95,57 milh√Ķes de toneladas, quase 5 milh√Ķes de toneladas a menos do que o esperado no in√≠cio do ano, de 100 milh√Ķes de toneladas e 0,7% abaixo da produ√ß√£o do ano passado. Segundo estimativa da CONAB, o Brasil deve apresentar uma retra√ß√£o nos estoques finais de soja de 51,37%.

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Com rela√ß√£o ao trigo, o cereal mais plantado no mundo, a colheita j√° iniciou em algumas regi√Ķes como Minas Gerais e Goi√°s, devendo se intensificar nos pr√≥ximos meses com a colheita na regi√£o sul do pa√≠s. Apesar da queda na √°rea plantada, com expectativa de retra√ß√£o de 12,5% nessa safra, o forte aumento na produtividade (+29,8%) deve levar o trigo a apresentar um crescimento na produ√ß√£o de 13,5%. Como grande parte do trigo consumido no Brasil √© importado, o aumento na produ√ß√£o poder√° favorecer o consumo dom√©stico que tende a passar de 10.367,3 para 10.518,0 mil toneladas, enquanto as importa√ß√Ķes devem recuar de 5.352 para 5.300,0 mil toneladas. Os estoques globais de trigo, contudo, devem apresentar um incremento de 35,86%.

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