deficit_fiscal

Notícia por Broadcast da agência Estadão, onde redireciona os comentários feitos pelo economista chefe da parallaxis, Rafael Leão.

“São Paulo, 26/05/2015 – O déficit de US$ 6,901 bilhões nas transações correntes em abril veio melhor do que o registrado no mesmo período do ano passado, mas ainda segue em patamar “preocupante”, ao representar 4,53% do PIB no acumulado de 12 meses, avaliou o economista-chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão. Segundo ele, os dados demonstram a opção do Brasil por crescer com poupança externa. Com a atividade econômica mais fraca e a desvalorização cambial, ele prevê que a tendência é de que o déficit recue ao longo deste ano, atingindo 3,9% do PIB.

O economista ressaltou que o efeito da desvalorização do câmbio ainda não se manifestou de “maneira contundente” sobre a balança de pagamentos, principalmente sobre a balança comercial, que, em abril, registrou saldo positivo de US$ 280 milhões. Por outro lado, destacou, o câmbio tem ajudado reduzir o gasto das famílias no exterior. No mês passado, os gastos de turistas brasileiros fora do País caíram 29,7%, enquanto os de viajantes estrangeiros ao Brasil recuaram 18,4%, fazendo com que a conta de viagens internacionais registrasse déficit de US$ 1,2 bilhões.

Leão chamou atenção ainda para o resultado das remessas de lucros e dividendos das empresas estrangeiras instaladas no País para suas matrizes, que ficou em US$ 2,358 bilhões em abril, menor do que os US$ 4,073 bilhões enviados em abril de 2014. De acordo com ele, essa diminuição foi impactada pelo baixo ciclo da atividade econômica. “Muitas empresas têm optado por financiar suas operações internamente com capital próprio, dado o encarecimento do crédito. Isso tem feito com que menos lucro seja remetido”, avaliou.

IDP
O economista destacou que o IDP segue em “patamar consistente”, apesar da instabilidade política que o País atravessa, ajudando a amenizar o déficit nas transações correntes. Em abril, os investimentos estrangeiros somaram US$ 5,77 bilhões. “Isso tem muito a ver com a expectativa que, no médio e longo prazo, o Brasil retome um ciclo de crescimento. Ou seja, os estrangeiros têm apostado no Brasil”, afirmou. Apesar do estancamento, ele pondera que o IDP retarda o ajuste na conta corrente, na medida em que a entrada de dólares tende a apreciar o real. (Igor Gadelha – igor.gadelha@estadao.com) ”

Rafael Leão