cidadania
Post escrito por F.Ogata (Economista, Licenciatura em filosofia e estudante de Direito)

Existe um ponto em que muitos economistas não levam em consideração: a cidadania. Evidentemente o assunto esbarra em outras áreas e é de se questionar qual seria a relação entre cidadania e economia. Tudo depende, na verdade, do conceito do que é economia e do que é cidadania. Neste post, trataremos de conceituar a cidadania para depois entrelaçar com a noção de economia. Adianto, já de primeira mão,que a relação entre elas pode se estender sob vários pontos de vista, tanto morais, ideológicos, econômicos e filosóficos.

O que é ser cidadão?

No ramo do direito, fala-se em cidadania quando o individuo tem a capacidade de votar, isso é, quando possuí os aclamados direitos políticos democráticos. Ao pensarmos que para ser cidadão a pessoa precisa de alguns requisitos básicos no direito, há de questionar o que se trata a cidadania. Quando pensamos mais no termo e na história que cidadania significa, ela nos remete em um processo que não só vem do direito, como também da ética, da história da sociedade, do próprio ser humano.

Ser cidadão em um outro sentido, talvez antropológico, é ter o respeito do próprio ser humano, possuir a liberdade de pensamento sem distinções. Direito à vida, liberdade, pensamento, isso é, possuir direitos humanos. O conceito tangencia uma maneira de ver o homem e de respeita-lo, além de exercer os seus direitos e garantias. Ser cidadão é ter o contato honesto com os demais.

Entender o que cidadania pode representar, significa também, compreender e aprender como ser humano é de fato. Um ser com imensas e várias dimensões, que não pode ser visto apenas sob uma ótima, mas sim, sob diversas óticas e de maneira perspectivista. Cada um é um e respeitar e entender cada um é ser cidadão.

Ser cidadão também significa lutar pela ética. Tratar os iguais com igualdade, tolerância e respeito é atividade básica e democrática. O Brasil, cada vez mais, necessita de um ética pautada na coletividade e no respeito às ideias. Se todos respeitassem as palavras dos outros, as ideias dos outros e aclamassem por direitos universais, iguais a todos, talvez o Brasil seria um outro país. A famosa frase que é atribuída a Voltaire poderia se encaixar nesse modelo ético cidadão: “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”

Porém, ser cidadão não é apenas defender o direito de liberdade. Ser cidadão é tentar achar, procurar, lutar para uma sociedade mais digna. Atitudes como limpeza das ruas, respeito aos mais velhos, educação básica e sem ofensas, são deveres de um cidadão e, por mais que parecem mínimas, pequenas, essas atitudes, em conjunto, contribuem para uma sociedade mais digna e humanitária.

Um exemplo disso são os Japoneses em que na última copa de futebol, trabalharam em conjunto para limpar o lixo após o jogo. Japão é um exemplo de cidadania. O Brasil ainda tem muito para chegar nesse patamar, mas vale lembrar que é um caminho longo, mas que todos podem contribuir.

E o que tudo isso tem haver com a economia? numa próximo post entenderão…