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No trimestre móvel encerrado em mai/16 (mar-abr-mai), segundo dados do IBGE na PNAD Contínua, a taxa de desocupação foi de 11,2% da População na Força de Trabalho. Tal resultado demonstrou avanço de 1, p.p. ante trimestre anterior (dez-jan-fev) e avanço de 3,0 p.p. na comparação com o mesmo tri encerrando em maio de 2015. Ante o tri imediatamente anterior (fev-mar-abr/16) a taxa ficou estável, num período em que geralmente vemos redução na ponta. O resultado apresentado permaneceu na maior taxa de desocupação da série histórica, que teve início em 2012. O resultado ficou marginalmente abaixo da nossa projeção, de 11,4% para a taxa de desocupação.

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Na pesquisa apresentada pelo IBGE, a população desocupada foi de 11,4 milhões de pessoas, crescendo 10,3% (+1,1 milhão de pessoas) em relação ao trimestre anterior e aumento de 40,3% (+3,3 milhões de pessoas) ante mesmo trimestre no ano anterior, revelando a intensidade com que a crise tem afetado o mercado de trabalho. Por sua vez, a população ocupada (90,8 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao tri anterior e recuou 1,4% (-1,2 milhão de pessoas) contra o mesmo tri no ano anterior. O número de empregados com carteira assinada também recuou (-1,2%) ante o trimestre imediatamente anterior e retraiu 4,2% (-1,5 milhão de pessoas) frente a igual período de 2015.

O rendimento médio real habitualmente recebido pelos trabalhadores na média do trimestre até mai/16 (R$ 1.982) ficou estatisticamente estável frente ao trimestre de dez/15 a fev/16 (R$ 1.972) e retraiu 2,7% em relação a igual trimestre de 2015 (R$ 2.037). A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos para o trimestre encerrado em mai/16 (R$ 175,6 bi) ficou estável ante o trimestre anterior. Ante o mesmo tri do ano anterior, a massa de rendimento recuou 3,3%.

Analisando a população de trabalhadores ocupados por grupamentos de atividade, em relação ao tri de dez/15 a fev/16, observa-se recuo na Construção Civil (-2,9%), Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (-1,7%) e aumento em Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+1,8%), ao passo que nos demais grupamentos houve estabilidade no modo de comparação.

Contra o trimestre encerrado em mai/15, os grupamentos que recuaram foram da Indústria Geral (-10,7%) e da Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-8,6%). Entre os que aumentaram, foram Transporte, Armazenagem e Correio (+5,5%), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+2,5%), Serviços Domésticos (+6,5%) e Alojamento e alimentação (+4,1%). Os demais ramos permaneceram estáveis no período de comparação.

Analisando o rendimento médio real habitual por grupamento, na comparação com o tri de dezembro/15 a fevereiro/16, considerando a margem de erro, houve estabilidade em todos grupamentos. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, apenas três grupamentos de atividade apresentaram recuo considerando a margem de erro. Sendo estes: Agricultura, Pecuária, Produção Florestal, Pesca e Aquicultura (-5,5%) e Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-3,9%) e Outros serviços (-8,2%).

O resultado da PNAD segue demonstrando o efeito do forte ajuste recessivo, que tem impactado o mercado de trabalho. E, conforme temos destacado, este ajuste “clássico” recessivo continuará promovendo seus efeitos, sobretudo no mercado de trabalho, tragicamente aumentando ainda mais o estoque de desempregados. Não poderíamos esperar nada diferente nesse aspecto.

A inflação ainda elevada, juntamente a esta deterioração significativa no mercado de trabalho revelam os grandes efeitos do ajuste econômico em curso. Ademais o processo de ajuste no mercado de trabalho deverá continuar nos próximos meses ao longo de 2016 e até meados de 2017. Tal cenário está em linha com nossa projeção para a taxa de desemprego de 2016 de 12,0%.

Mantemos nossa perspectiva de melhora na dinâmica do mercado de trabalho apenas no segundo semestre de 2017, a medida que a expectativa com relação a demanda agregada futura for positiva e a eficiência marginal do capital compensar os investimentos a serem feitos.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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