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Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, USDA, em seu último relatório divulgado no dia 20/07/16, a produção global de laranja deve ser de 45.763 mil de toneladas durante a safra 2015/16, queda de 6,2% em comparação com a safra 2014/15, que deverá encerrar em 2.794 milhões de toneladas. Segundo estimativa do departamento, a produção de laranja para consumo deve ser de 28.191 mil toneladas e 17.293 mil toneladas para processamento industrial. A queda na produção de laranja se deve a uma redução na produção brasileira de 2,4 milhões de toneladas, com projeção de 14,4 milhões de toneladas, devido ao clima quente durante o período de setembro e outubro e nos Estados Unidos, que continua sentindo os efeitos do greening na Florida, o que tem impactado a produtividade e área plantada da fruta. Segundo projeção do departamento, a produção americana é estimada em recuar 407 mil toneladas, totalizando em 5,4 milhões de toneladas. Apesar da queda nos Estados Unidos e Brasil, os dois maiores produtores, a produção na China e na União Europeia poderá aumentar nessa safra, com expectativa de alta de 1,44% e 1,69%, respectivamente.

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Com relação à demanda doméstica, se espera uma leve retração nessa safra, que deverá passar de 28,38 para 28,19 milhões de toneladas. O consumo de laranja na China tem se mantido em patamares superiores a 6 milhões de toneladas nos últimos anos. A China, apesar de ser o maior consumidor global de laranja, o país produz o suficiente para suprir toda sua demanda, o que leva a uma importação baixa. Os maiores países importadores de laranja para consumo de mesa são o bloco da União Europeia, Arábia Saudita e Rússia, correspondendo por 46,27% das vendas externas.
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Segundo a estimativa do departamento, o total de laranja para processamento pelas indústrias deverá recuar em 14,06% em comparação com a safra passada, devido a uma queda no Brasil de 18,43%, passando de 11,50 para 9,38 milhões de toneladas, e nos Estados Unidos de 15,91%, passando de 4,10 para 3,45 milhões de toneladas. A queda na oferta de laranja para processamento combinado com um consumo de suco de laranja se mantendo praticamente estável nos últimos anos, aproximadamente 2 milhões de toneladas a 65º brix, tem levado os estoques a apresentarem forte retração nos últimos anos. Segundo projeção do departamento, os estoques de suco de laranja devem atingir o menor nível desde a safra 2009/2010, com expectativa de encerrar a safra em 485 mil toneladas de suco de laranja, queda de 15,5% em comparação com a última safra.

Desde a safra 2010/2011, a produção de suco de laranja já recuou em -36%, devendo se manter em tendência de baixa. A produção de laranja tanto no Brasil deve manter uma tendência de baixa devido aos altos custos de produção e manejo da fruta e uma baixa rentabilidade em comparação com outras culturas, como por exemplo, a cana de açúcar nos últimos anos, ocasionando em uma queda na área plantada nos últimos anos. Mesmo que novos produtores decidam entrar no mercado, a produção brasileira no curto prazo deve se manter baixa devido ao tempo de crescimento da planta de aproximadamente 3 anos. Nos Estados Unidos, mais especificamente na Flórida, os efeitos do greening também deve manter produtores afastados do mercado nos próximos anos.

Como supracitado, a demanda por suco de laranja tem se mantido em patamares estáveis nas últimas safras, devendo se manter em patamares acima da produção pela segunda safra consecutiva. O consumo doméstico de suco de laranja deve ser de 1.823 mil toneladas, queda de 8,9% em comparação com a safra passada devido, principalmente, à queda na produção. Dessa forma, com um consumo acima da produção e queda nos estoques globais, os preços do suco de laranja no mercado internacional devem manter a tendência de alta observada no mercado futuro, tendo alcançado os patamares mais altos no início de julho dos últimos quatro anos.

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