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Os dados das vendas varejistas de novembro/15, divulgados nesta manhã pelo IBGE, surpreenderam ao apresentar avanço de 1,5% na passagem do mês, de outubro para novembro, com ajuste sazonal. Na comparação interanual, nov/15 contra mesmo período do ano anterior, as vendas do varejo apresentaram queda de 7,8%. Em relação à nossa expectativa e à mediana das projeções do mercado, os números surpreenderam, à medida que vieram melhores do que era antecipado (projeção Parallaxis: -2,0% m/m e -11,4% a/a; Consenso AE-Broadcast: -0,9% m/m e -9,4% a/a).

Com relação ao conceito Varejo Ampliado em nov/15, a pesquisa revelou expansão de 0,5% (expurgado os efeitos sazonais) na passagem do mês e retração de 13,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste conceito, esperávamos queda de 1,1% no mês e -16,4% na comparação anual, ao passo que a mediana esperada pelo consenso do mercado era de -0,25% m/m e -14,2% a/a.

Este resultado melhor que o esperado pode ser atribuído à antecipação das compras de natal para novembro, que neste ano foi marcado por promoções realizadas ao longo do mês para liquidar estoques elevados. Outro fator que influenciou o aumento das vendas na passagem do mês, está relacionado com o aumento do PIS/COFINS para itens como tablets, smartphones e computadores. Na variação mensal, livre de influências sazonais, o grupamento de Equip. e mat. para escritório informática e comunicação apresentou avanço de 17,4%. Tal alta pode estar relacionada tanto com esse período de promoções, principalmente no varejo online, como com uma antecipação de compras desses itens em virtude do aumento de impostos, que entrou em vigor em dez/15.

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Veja mais detalhes dos ramos de atividades que compõem o indicador, na tabela abaixo:image (21)

O resultado da variação mensal das vendas no varejo ampliado, de 0,5%, interrompeu a sequência de três quedas consecutivas. Este resultado em novembro foi influenciado, pelo comportamento de veículos e motos, partes e peças (1,2%) e material de construção (0,6%), que também encerraram a sequências de taxas negativas.

As vendas no varejo acumularam nos primeiros onze meses de 2015 retração de -4,0%, ante o mesmo período do ano anterior, aprofundando ante a queda acumulada nos dez primeiros meses do ano (-3,6%), em linha com nosso cenário de piora contínua e de expectativa de queda de 4,5% em 2015.

De tal sorte, o setor deve continuar nessa trajetória de recuo nos próximos meses devido ao aumento do desemprego, redução dos rendimentos reais do trabalhadores, restrição creditícia e inflação corrente elevada, que tem colaborado para diminuir intensamente a demanda. Para o mês de dez/15, espera-se contração das vendas, com intensidade semelhante a vista este mês, porém na direção oposta, dado que os indicadores coincidentes demonstram resultados piores nas comparações mensais e anuais para o período.

Levando em conta as Vendas no Varejo e os resultados da Produção Industrial para o IBC-BR (índice de atividade econômica do Banco Central) de nov/15, estimamos que o indicador apresente recuo de 0,76% comparado com out/15, livre de efeitos sazonais. Na comparação interanual, com nov/14, projetamos recuo de 6,72%.

Por fim, tal resultado está em linha com nossa expectativa para o PIB do terceiro trimestre deste ano, reforçando nosso cenário de forte contração e continuo aprofundamento da atividade econômica, que deverá se estender ao longo do ano de 2016. Em nossos cálculos, o PIB do quarto tri de 2015 deverá contrair entre 4,0% e 4,8% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

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