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Os dados das vendas varejistas de abr/16, divulgados nesta manhã pelo IBGE, apresentaram avanço de 0,5% na passagem do mês, de março para abril, com ajuste sazonal. Na comparação interanual, abr/16 contra mesmo período do ano anterior, as vendas do varejo apresentaram recuo de 6,7%. Em relação à nossa expectativa, os números vieram inferiores, de modo que a projeção da Parallaxis era +0,7% m/m e -6,0% a/a.

Com relação ao conceito Varejo Ampliado em abr/16, a pesquisa revelou recuo de 1,4% (expurgado os efeitos sazonais) na passagem do mês, e retração de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste conceito, esperávamos retração de 0,7% no mês e -8,0% na comparação anual.

O primeiro quadrimestre de 2016 das vendas varejo encerrou com forte recuo de 6,7%, comparado com o mesmo quadrimestre do ano anterior. Na comparação com os quatro meses imediatamente anterior, a queda foi de 2,9%.

Em abr/16 o varejo restrito encerrou 12 meses com -6,1%, ao passo que no varejo ampliado a queda foi mais intensa, de -9,7%, especialmente devido ao desempenho das vendas de veículos automotores, que retraíram 17,2%, e material de construção -11,6%, no mesmo modo de comparação.

Apesar do resultado positivo na margem em abril, as vendas varejistas devem seguir uma trajetória declinante. O desempenho seguirá influenciado pela baixa confiança dos consumidores, a inflação ainda elevada, o crédito mais restrito, elevada taxa de juros, o aumento do desemprego e a queda do rendimento médio dos trabalhadores. E tais fatores não devem se reverter ao longo deste ano, de maneira que o resultado deste mês apenas devolveu parte do resultado do mês anterior, conforme havíamos antecipado. Na margem, a alta ficou restrita a 3 (de 8) atividades, revelando-se um avanço concentrado.

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Na comparação entre abr/16 ante abr/15, nota-se que as oito atividades do varejo recuaram, sendo por ordem de contribuição: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,4%), Combustíveis e lubrificantes (-10,8%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,4%); e Móveis e eletrodomésticos (-10,1%), Tecidos, vestuário e calçados (-8,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,3%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-14,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-18,7%). No varejo ampliado, ambos segmentos recuaram, sendo veículos e motos, partes e peças (-13,8%) e material de construção (-13,0%).

Na comparação com mar/16, 3 dos oito segmentos apresentaram resultados positivos determinantes para o avanço na margem. Os setores que avançaram foram: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,8%); Tecidos, vestuário e calçados (3,7%). Já o setor de Combustíveis e lubrificantes (0,0%) permaneceu estável. No sentido oposto, recuaram: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-3,4%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,9%); e Móveis e eletrodomésticos (-1,8%). Na ótica do comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças recuou 6,6%, e Material de construção, -4,0%.

Veja mais detalhes dos ramos de atividades que compõem o indicador, na tabela abaixo:

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Em linhas gerais, o setor deve recuar ao longo de 2016 devido ao aumento do desemprego, redução dos rendimentos reais do trabalhadores, restrição creditícia e inflação corrente elevada, o que tem colaborado para diminuir intensamente a demanda, especialmente via confiança dos consumidores.

Levando em conta as Vendas no Varejo e os resultados da Produção Industrial, para o IBC-BR (índice de atividade econômica do Banco Central) de abr/16, estimamos que o indicador apresente recuo de 0,9% comparado com mar/16, livre de efeitos sazonais. Na comparação interanual, com abr/15, projetamos recuo de 6,1%.

Por fim, tal resultado está em linha com nossa expectativa para o PIB para 2016, de -3,5%, reforçando nosso cenário de forte contração e continuo aprofundamento da atividade econômica.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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