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Os dados das vendas varejistas de fev/16, divulgados nesta manhã pelo IBGE, apresentaram avanço de 1,2% na passagem do mês, de janeiro para fevereiro, com ajuste sazonal. Na comparação interanual, fev/16 contra mesmo período do ano anterior, as vendas do varejo apresentaram recuo de 4,2%. Em relação à nossa expectativa, os números vieram superiores de modo que a projeção da Parallaxis era -0,2% m/m e -6,0% a/a; e também superiores a mediana do Consenso AE-Broadcast: 0,1% m/m e -5,55% a/a).

Com relação ao conceito Varejo Ampliado em fev/16, a pesquisa revelou avanço de 1,8% (expurgado os efeitos sazonais) na passagem do mês e retração de 5,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Neste conceito, esperávamos alta de 0,8% no mês e -5,7% na comparação anual, ao passo que a mediana esperada pelo consenso do mercado era de +0,4% m/m e -6,3% a/a.

Dessa forma, em fev/16 o varejo restrito encerrou 12 meses com -5,3%, ao passo que no varejo ampliado a queda foi mais intensa, de -9,1%, especialmente devido ao desempenho das vendas de veículos automotores, que retraiu 17%, e material de construção -9,5%. Os motivos para o desempenho das vendas varejistas seguem sendo a baixa confiança dos consumidores, a inflação ainda elevada, o crédito mais restrito, elevada taxa de juros, o aumento do desemprego e a queda do rendimento médio dos trabalhadores. E tais fatores não devem se reverter ao longo do ano, de maneira que o resultado deste mês, que foi positivo na margem, tende a entrar novamente no território negativo e a deterioração continuar em 2016. Especialmente acreditamos que isso ocorrerá devido a piora significativa do mercado de trabalho.
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Na comparação com fev/15, o mês de fev/16 teve um dia útil a mais, o que também impacta o resultado. Sete das oito atividades do varejo recuaram, sendo por ordem de contribuição: Móveis e eletrodomésticos (-10,9%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,4%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,4%); Tecidos, vestuário e calçados (-10,8%); Combustíveis e lubrificantes (-4,1%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-17,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-16,3%). No sentido oposto, apenas a atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (6,2%) avançaram. No varejo ampliado, Veículos e motos, partes e peças (-4,6%) e Construção Civil (-6,9%) recuaram.

Na comparação com jan/16, metade dos segmentos apresentaram resultados negativos. Dentre esses segmentos, os principais impactos negativos foram de Tecidos, vestuário e calçados (-2,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,4%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%) recuaram nessa comparação. No sentido oposto, os ramos que impactaram positivamente foram: Móveis e eletrodomésticos (5,0%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%), Combustíveis e lubrificantes (0,6%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%). No varejo ampliado, o resultado foi positivo, devido ao desempenho de Veículos e motos, partes e peças (3,8%) e Material de construção (3,3%).

Veja mais detalhes dos ramos de atividades que compõem o indicador, na tabela abaixo:

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Em linhas gerais, o setor deve recuar ao longo de 2016 devido ao aumento do desemprego, redução dos rendimentos reais do trabalhadores, restrição creditícia e inflação corrente elevada, o que tem colaborado para diminuir intensamente a demanda, especialmente via confiança dos consumidores.

Levando em conta as Vendas no Varejo e os resultados da Produção Industrial para o IBC-BR (índice de atividade econômica do Banco Central) de fev/16, estimamos que o indicador apresente recuo de 0,6% comparado com jan/16, livre de efeitos sazonais. Na comparação interanual, com fev/15, projetamos recuo de 5,7%.

Por fim, tal resultado está em linha com nossa expectativa para o PIB para 2016, reforçando nosso cenário de forte contração e continuo aprofundamento da atividade econômica.

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Research Macro: Rafael Leão, Diego Machado e Fábio Ralston.

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